Há um tempo atrás eu senti o meu “chamado”. Você já sentiu o seu? Para quem não sabe o que ele significa, eu explico. O chamado é aquela voz interna baixinha e poderosa que temos dentro de nós. Aquela voz que, por vezes, nos dá insights e/ou provoca aquele feeling que não sabemos explicar. Outras vezes, a bendita voz nos tira o sossego e nos incentiva (até) a tomar decisões radicais.
Antes de eu contar qual foi o meu chamado e como a voz interna mudou minha vida, deixe-me fazer uma pergunta: Você largaria uma carreira estável como Professora Doutora de duas Universidades para investir numa carreira autônoma sem ter garantia alguma de remuneração em um curto prazo? Parece loucura, não é mesmo? Mas, foi isto que eu fiz e aos 37 anos de idade.
Se você começou a pensar que eu era infeliz sendo profes… Nem termine o seu pensamento porque você está completamente errado! Eu era muito feliz com o que fazia.
Então, por que cargas d’água eu fiz isto? Depois de 11 anos de carreira universitária no sul do Brasil e com o diploma de Doutora em Design em mãos, eu percebi que o mundo estava me “chamando” e eu precisa responder ao chamado.
Só que desta vez a voz do chamado estava muito baixa e eu só conseguia ouvir que eu não queria mais apenas ter independência financeira. Eu também queria ter independência financeira e geográfica. Por isto, mesmo sendo muito feliz aonde trabalhava, eu percebi que isso só me proporcionava uma das independências que eu buscava.
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[365 dias depois]
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Um ano depois de ouvir o “chamado”, eu estou aqui sentada no meu home office na Alemanha compartilhando minha vida com você. Talvez, você esteja se perguntando o que me aconteceu nestes 365 dias, não é mesmo? A resposta é: muita coisa.
Em um único ano, eu vivi em 4 países (Brasil, Portugal, Malta e Alemanha); morei em 8 apartamentos diferentes; e conheci pessoas de várias partes do mundo. Mas, 2018 não foi um ano só de nomadismo. Também foi um ano de muito estudo e trabalho.
Neste ano, eu comecei a fazer Pós-Doutorado em Design e recomecei minha vida profissional do zero. Quer dizer, eu não posso dizer que foi do zero absoluto porque eu continuei fazendo a mesma coisa que eu sempre fiz, mas, agora, por meio de cursos online.
Foi um ano intenso. Em 7 meses de trabalho, eu publiquei 5 cursos online e hoje (15.02.2019) eu já estou com mais de 2.000 alunos.
Neste ano, eu comecei a fazer Pós-Doutorado em Design e recomecei minha vida profissional do zero. Quer dizer, eu não posso dizer que foi do zero absoluto porque eu continuei fazendo a mesma coisa que eu sempre fiz, mas, agora, por meio de cursos online.
Foi um ano intenso. Em 7 meses de trabalho, eu publiquei 5 cursos online e hoje (15.02.2019) eu já estou com mais de 2.000 alunos.
Passando esta parte de “auto jabá” (e me abstendo da parte motivacional ao estilo “Daqui um ano, você iria desejar começar hoje”), qual a mensagem que eu gostaria de compartilhar?
Há quem pense que para mudar de profissão ou iniciar uma nova carreira aos 30 (e muitos) anos é uma loucura. Para estes eu respondo: loucura é fazer todos os dias a mesma coisa, mesmo ignorando o seu “chamado”.
O chamado pode acontecer por “n” motivos mas, uma coisa é fato, para fazer uma mudança significativa em sua vida, você:
1. Não precisa estar infeliz para se mexer. Basta estar aberto para conseguir ouvir o “chamado”.
2. Não tem que chegar no fundo do poço para mudar. Uma mudança de grandes magnitudes deve acontecer de forma saudável.
3. Não necessita esperar que alguém ou algo tome uma decisão por você. Decidir mudar deve ser reflexo de um processo natural de autoconhecimento.
4. Não precisa saber (exatamente) para onde está indo. Só é preciso dar o primeiro passo.
Eu sei, você já deve ter lido frases parecidas em posts motivacionais da internet. Eu também já as li. No entanto, elas só fizeram sentido para mim quando eu realmente ouvi o meu “chamado” e segui naturalmente minha voz interna, mesmo sem saber o que me guardava pela frente.
Medos? Eu senti (vários). Insegurança? Também! Mas, isto faz parte do jogo da vida. Porém, eu sempre tentei e tento pensar que a nossa coragem deve ser s-e-m-p-r-e mais forte que o nosso medo.
Se você está ouvindo um “chamado”, dê uma chance para a sua vida e atenda esta ligação. A voz pode ser muito mais surpreendente do que você imagina!
Quer trocar ideias? Vai ser um prazer conversar com você. 😉